INFÂNCIA URGENTE!!!
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Algumas palavras do povo Guarani Kaiowá no MS
Algumas palavras do povo Guarani Kaiowá no MS
Os últimos 8 anos foram duros para o povo Guarani Kaiowá. Foi neste período que mais de 260 indígenas foram mortos. E quando o ritmo de demarcação das terras diminuiu. Os índios da aldeia Laranjeira Nhanderú, localizada no município de Rio Brilhante, em Mato Grosso do Sul, foram despejados três vezes de suas terras por ordem da Justiça e ficaram um ano e sete meses na beira da estrada. Por vezes, pistoleiros precedem a chegada da Polícia Federal e da Funai, tocando fogo na aldeia.
Fábio Nassif
Os últimos 8 anos foram duros para o povo Guarani Kaiowá. Foi neste período que mais de 260 indígenas foram mortos. E quando o ritmo de demarcação das terras diminuiu. Em artigo publicado na Carta Maior, Andrey Cordeiro Ferreira, aponta que “entre 2003 e 2011 foram homologados 18.807.577 hectares, ao passo que no período 1990-2002 foram homologados 73.064.558 hectares”.
Laranjeira Nhanderú
Os índios da aldeia Laranjeira Nhanderú, localizada no município de Rio Brilhante, em Mato Grosso do Sul, foram despejados três vezes de suas terras por ordem da Justiça e ficaram um ano e sete meses na beira da estrada. Por vezes, pistoleiros precedem a chegada da Polícia Federal e da Funai, tocando fogo na aldeia. Agora, os índios viajarão até São Paulo para acompanhar o julgamento do pedido de suspensão do despejo na próxima segunda-feira, dia 6, no Tribunal Regional Federal localizado no número 1842 da avenida Paulista. Se mais uma vez a Justiça negar a eles o direito ao uso de sua própria terra, prometem não sair de lá. Mesmo se os jagunços tocarem fogo na aldeia. Se isso acontecer, não será a única baixa de Laranjeira Nhanderú na luta pela posse de seu território original. No último despejo, um jovem índio suicidou-se, outras cinco pessoas morreram atropeladas e um bebê de seis meses por envenenamento.
Esse cenário foi visto pela Expedição Marcos Verón, que visitou algumas aldeias no sul do estado e pretende editar um documentário e produzir um relatório com as violações cometidas aos indígenas. A Carta Maior estava lá. Assista alguns depoimentos:
http://www.youtube.com/watch?v=n7tJWKCqS68&feature=player_embedded
http://youtu.be/n7tJWKCqS68
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Violência policial traumatiza crianças do Pinheirinho
Publicado em 02/02/2012, 07:30
Última atualização às 10:02
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A violenta invasão do Pinheirinho pela Tropa de Choque da Polícia Militar, no último dia 22, provocou traumas nas crianças moradoras da ocupação em São José dos Campos, interior do Estado de São Paulo. Elas contam à repórter Lúcia Rodrigues o cenário de guerra vivido.
http://www.redebrasilatual.com.br/radio/programas/jornal-brasil-atual/violencia-policial-traumatiza-criancas-do-pinheirinho
domingo, 29 de janeiro de 2012
FAMÍLIAS DO PINHEIRINHO FAZEM ASSEMBLEIA NESTE SÁBADO
18h – Assembleia dos moradores do Pinheirinho (Campão dos Campos dos Alemães)
19h – Vigília em solidariedade aos desabrigados do Pinheirinho (Praça do Jardim São Dimas)
9h – Caravana dos moradores do Pinheirinho ao Ato Nacional dos Aposentados (Aparecida – SP)
17:30h - Pedágio: arrecadação de fundos para os moradores (Parque Santos Dumont/Adhemar de Barros)
http://www.solidariedadepinheirinho.blogspot.com/
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
NOTA EM REPUDIO A AÇÃO DO ESTADO CONTRA OS MORADORES DO PINHEIRINHO
FORUM REGIONAL DE DEFESA DO DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – SÉ REPUDIA A AÇÃO DO ESTADO CONTRA OS MORADORES DO PINHEIRINHO, EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS/SP
CRIANÇAS E ADOLESCENTES DO PINHEIRINHO SÃO TRATADAS COM DOUTRINA DITATORIAL DO CÓDIGO DE MENORES!
O Fórum de defesa do direito da criança e do adolescente da região Sé/SP (FRDDCA-Sé) vem manifestar seu repudio às ações político-higienistas que estão ocorrendo no estado de São Paulo contra a classe trabalhadora, sendo esta tratada com violência e desumanização.
O caso da comunidade Pinheirinho, na cidade de São José dos Campos, tem sido uma dentre as várias ações truculentas do Estado em defesa da burguesia, que de forma ilegal realizou a reintegração de posse da área onde cerca de 6 mil pessoas viviam há 8 anos. Com a presença de 1.800 homens armados da Polícia Militar, a ação virou palco de guerra, somado a carros blindados e helicópteros, utilizando seus armamentos para invadir o local e massacrar famílias desarmadas, compostas por grande parte de crianças.
Nesta violenta reintegração de posse, as crianças e os adolescentes foram os mais prejudicados e terão em sua história um resgate negativo da discriminação e desigualdade social ainda mais acentuado. Desde então elas têm sido submetidas a vivenciarem situações de brutalidade e de tensão, compondo a um cenário de guerra estabelecido pela prefeitura da cidade, pelo governo do estado de São Paulo e seus aparatos repressores e pelo consentimento do governo federal, todos infringindo o artigo 227 da Constituição Federal, que diz: “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”.
Além do direito a moradia ser violado, a infância e juventude carregarão conseqüências objetivas e subjetivas desse dolorido processo. As famílias que já foram retiradas do local estão alojadas em espaços que não garantem o devido cuidado com a infância, com alimentação irregular e péssimas condições de saúde. Certamente a dinâmica escolar também será afetada com a retomada das aulas, já que em condições de extrema fragilidade e ausência de referência pela perda da moradia
Mais uma vez a infância e a juventude não são enxergadas como sujeitos sociais pelo poder público, que deveria garantir com efetividade os direitos inerentes à melhores condições de vida para esse público. Pelo contrário: são massacrados permanentemente, sendo ignorada a política de Proteção Integral e de prioridade absoluta, conquistada com a elaboração do Estatuto da Criança e do Adolescente, demonstrando uma prática da ditatorial da “Situação Irregular”, do Código de Menores.
PELO FIM DA VIOLENCIA DO ESTADO!
EM DEFESA DOS DIREITOS DAS CRIANÇAS E DOS ADOLESCENTES!
EM APOIO AOS MORADORES DO PINHEIRINHO!
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
2012 DENUNCIA CONTRA A FEBEM CONTINUA
UNIDADE DA FEBEM UI 28 JATOBÁ : AS DENUNCIAS CONTINUAM !!!
JANEIRO 2012.
4ª CARTA DOS ADOLESCENTES DA FEBEM
Transcrição da QUARTA carta dos adolescentes da FEBEM/FUNDAÇÃO CASA UI28, denunciando a Unidade.
Esta já é quarta carta dos adolescentes da Fundação Casa/FEBEM Unidade de Internação Jatobá –UI28. Desde junho/2011, adolescentes, familiares e militantes dos direitos humanos tem se organizado para denunciar as violências ocorridas na Unidade. Muitas ações aconteceram neste período (ato em frente a unidade, dossiê entregue a ONU, denuncias protocoladas em diversos órgãos e com diversas autoridades, ato em frente ao Fórum, carta dos adolescentes da UI28 e Complexo Brás entregue à Juiza Corregedora etc.)
O movimento alcançou algumas conquistas, como a saída da Diretora Tania da Unidade. No entanto as violências continuam, demonstrando a falência da instituição. Segue a transcrição:
23 de Janeiro de 2012...
Mais uma vez nós adolescentes que nos encontramos cumprindo medida sócio-educativa na unidade de internação UI 28 casa Jatobá do complexo raposo tavares DRM IV decidimos pedir ajuda novamente aos membros da sociedade para que alguma providência seja tomada mediante a pratica de torturas e os tratamentos desumano o qual ,qualquer adolescente que venha cumprir a medida sócio educativa nesta unidade é submetido a maus tratos, ,um dos funcionários que pratícava maus tratos com a gente ,já não atua mais na unidade, mais ainda existem outros funcionários que ainda atuam de formas desumana,a direção da unidade já não é mais a mesma,mais o corpo funcional da unidade continua a mesma , e já não aguentamos mais tanta tortura e descaso,queremos atenção para que as providência cabivéis sejam tomadas, e que as coisas por aqui melhore.,pois nem mesmo nossas necessidade básica estão sendo súplidas por quem deveria suplir a atenção médica que estamos tendo ainda não é suficiente para atender todos os adolescente,doentes,muitas das vezes faltam produtos para asepisia da unidade,ambiente onde nos alimentamos também se encontra em condições precárias de higiene,isso faz com que muitos adolescente fiquem doêntes,a verba para nossos visitantes também não está sendo paga, nós e nossos familiares também reclamam para a direção da unidade,para ver se ela toma alguma providência,mas até o momento não obtemos exito nenhum ,oque mais nos impressiona é a aldacia dos torturadores que batem no peito e dizem não temer as autoridades alguma,porque nós só batemos é poque temos consentimentos de seus superiores a diretora da unidade quando lhe foi perguntado do fato ocorrido para ela a mesma diz não saber de nada e que iria procurar a saber.e nós já estamos cansados de sermos enganados e queremos providência sobre esses fatos por favor venha ver de perto o tratamento o qual sofremos nas revistas que é feita mensalmente que os funcionários aproveitam que estamos nos quartos e nos agridem,nos ajudem,estamos precisando da ajuda de voces com estrema urgencia esperamos que vejam esta carta e leiam ela com atenção e muito obrigado a todos aqueles que ajudarem e aos que continuam a nos ajudando e os que vão nos ajudar a acabar com as praticas de maus tratos e tratamentos desumanos...SOS.adolescentes da casa jatobá....
FRENTE DE LUTA PELO FIM DA FEBEM/FUNDAÇÃO CASA
AMAPARAR - ASSOCIAÇÃO DE AMIGOS E FAMILIARES DE PRESOS/AS
domingo, 22 de janeiro de 2012
Três morrem em operação de retirada de famílias de Pinheirinho, no interior de SP, dizem moradores -
Polícia e moradores se enfrentam em reintegração de posse em Pinheirinho, no interior de SP
Do UOL, em São Paulo
Moradores do acampamento sem-teto do Pinheirinho, em São José dos Campos, no interior de São Paulo, enfrentam a Polícia Militar, que tenta cumprir ordem de reintegração de posse da área. Eles já haviam declarado que não deixariam o local.
Segundo o jornal "O Vale" a PM está com "forte efetivo", com blindados. O jornal diz que tem informações de que neste momento a PM está utilizando armas de fogo dentro e fora do Pinheirinho. Os moradores estariam jogando pedras na polícia, que reagiria com balas de borracha.
Os moradores afirmam que pessoas já morreram no enfrentamento.
A operação teve início às 6h deste domingo com helicópteros sobrevoando o local e jogando bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo. Os moradores foram pegos de surpresa e começaram a atear fogo nas barricadas de pneus na tentativa de uma reação. Mas a PM logo apreendeu armas e os líderes foram algemados.
Desde 2004, cerca de 1.600 famílias vivem no terreno de mais de 1 milhão de metros quadrados, que pertence à massa falida da empresa Selecta S/A, do investidor libanês Naji Nahas. Cerca de 1,5 mil pessoas, segundo a prefeitura, e 9,6 mil, segundo os moradores, vivem no lugar. No início do mês, moradores chegaram a bloquear a Via Dutra em protesto à reintegração da Justiça. O clima na região é de tensão, com montagem de barricadas pelos ocupantes.
Moradores protestam contra reintegração de posse em São José dos Campos (SP)

Decisões na Justiça nos últimos dias suspenderam e depois permitiram a reintegração de posse do local.
O Ministério das Cidades assinou um protocolo de intenções para solucionar a questão, o que levou a juíza Roberta Monza Chiari, da Justiça Federal, a suspender a decisão da desocupação no dia 17. “Observo indícios da União Federal na solução da questão posta. O perigo resta configurado na medida em que, cumprida a ordem de reintegração de posse, inúmeras famílias ficarão desabrigadas, o que inevitavelmente geraria outro problema de política pública”, disse na decisão.
No entanto, horas depois, outro juiz federal, Carlos Alberto Antônio Júnior, substituto da 3ª Vara Federal, cassou a liminar que suspendia a reintegração de posse. Para ele, apesar do interesse da União, deve prevalecer a decisão estadual já tomada. “É inegável pelo protocolo de intenções e pelo ofício do Ministério das Cidades juntados aos autos que há interesse político em solucionar o problema da região. No entanto, este interesse político não se reveste de qualquer caráter jurídico”, declarou.
(Com informações de Rodrigo Machado, em São José dos Campos)
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Expedição Kaiowá-Guarani percorre aldeias de MS na busca por justiça aos povos indígenas
http://www.agorams.com.br/jornal/2012/01/expedicao-kaiowa-guarani-percorre-aldeias-de-ms-na-busca-por-justica-aos-povos-indigenas-2/
Cobrar a demarcação das terras indígenas Kaiowá-Guarani, pedir justiça para os assassinatos dos caciques e líderes indígenas que não prescreveram e denunciar as perseguições e as mortes dos professores indígenas. Esses são alguns dos objetivos da Expedição Kaiowá-Guarani, uma missão organizada por ativistas de diferentes áreas e lideranças, que desde o dia 11 de janeiro percorre aldeias e acampamentos indígenas.

Dourados foi escolhido como ponto de partida da expedição, que deve terminar no dia 24/01 - Foto: Expedição Kaiowá-Guarani MS
O município de Dourados foi escolhido como ponto de partida da expedição, que deve terminar no dia 24/01. A meta, é produzir relatórios e vídeos que documentem a situação de vulnerabilidade, conflitos, mortes e perseguição. Além disso, todas as ações realizadas pelo grupo serão acompanhadas por Guaranis da região, que serão responsáveis pelo acolhimento da equipe.
Dentre as entidades que participam da missão, estão o Conselho Federal de Psicologia (CFP), representado pelo seu coordenador da Comissão de Direitos Humanos, Pedro Paulo Bicalho, o Conselho Regional de Psicologia 14ª Região MS (CRP14), e o Comitê Nacional de Defesa dos Povos Indígenas de Mato Grosso do Sul (Condepi), ambos representados pelo conselheiro Carlos César Coelho Netto.
Bicalho informou que, trazer a questão indígena como pauta para a Psicologia brasileira, é um dos objetivos da Comissão de Direitos Humanos do CFP nos próximos anos. “Quando falamos em Psicologia e Direitos Humanos, é mais fácil pensar em prisões, em internação por uso de drogas, porque são questões onde a psicologia brasileira já está atuando”, pontua.
O atraso na demarcação de terras indígenas e a ausência de políticas efetivas do Estado é o principal motivo para o massacre cultural dos Kaiowá Guarani, povo indígena que apresenta as maiores taxas de assassinatos e suicídios no Brasil. A organização da expedição é do Tribunal Popular, uma articulação de entidades e movimentos sociais que vêm, desde 2008, unindo esforços para denunciar as violações dos direitos humanos promovidos pelo Estado brasileiro e sua lógica de criminalização da pobreza e das diferentes formas de organização popular.
Nove anos depois do assassinato do cacique Verón, expedição registra conflito de terra no MS

Expedição de profissionais ligados à questão indígena e militantes de diversas áreas ficará até o dia 25 na região acompanhando a situação dos indígenas. Iniciada no último dia 10, a expedição que homenageia o cacique assassinado por jagunços, a mando dos fazendeiros locais, produzirá um relatório e um documentário para denunciar as ameaças de morte e exigir a demarcação dessas terras indígenas. A reportagem é de Fábio Nassif.
Por Fábio Nassif, da aldeia Takwara (Mato Grosso do Sul)
No último dia 13 de janeiro, há nove anos do assassinato do Cacique
Marco Verón, liderança guarani-kaiowá de Mato Grosso do Sul, indígenas
da aldeia Takwara fizeram uma cerimônia em sua homenagem. O cenário
ainda é de violenta e cotidiana disputa pelas terras. A cerimônia,
chamada de Yvy ra'i nhamboaty, foi realizada durante uma expedição de
profissionais ligados à questão indígena e militantes de diversas
áreas, que ficará até o dia 25 na região acompanhando a situação dos
indígenas.
Iniciada no último dia 10, a expedição que homenageia o cacique
assassinado por jagunços, a mando dos fazendeiros locais, produzirá um
relatório e um documentário para denunciar as ameaças de morte e
exigir a demarcação dessas terras indígenas.
Motivada pela morte de 260 indígenas nos últimos nove anos, a
expedição, composta por geógrafos, jornalistas, psicólogos, advogados
e educadores, tem se deparado com os problemas vividos nas aldeias. A
pressão do agronegócio - principalmente da cana e da soja -, a
violência dos fazendeiros, jagunços e empresas de segurança privada,
a ausência - ou presença equivocada - do Estado fazem do Mato Grosso
do Sul um dos principais palcos de mortes indígenas.
Portas fechadas
No dia em que a equipe da expedição foi recepcionada pelos
guarani-kaiowá na aldeia Laranjeira Nhánderu, localizada no meio de
uma plantação de soja no município de Rio Brilhante, os responsáveis
pela fazenda colocaram caminhões e um globo de aço de arar terra na
entrada para impedir a circulação de pessoas no local. Dentro de
caminhonetes, homens armados rondaram a entrada da aldeia, deixando
todos em estado de alerta.
O gesto de intimidação foi respondido por contados da expedição com a
Funai, a Polícia Federal e entidades de direitos humanos. Para evitar
mais um ataque aos indígenas, decidiu-se telefonar para o
representante do Ministério da Justiça, Marcelo Veiga, para reforçar o
envio de ajuda aos indígenas.
Três agentes da Polícia Federal e dois da Funai chegaram ao local, e,
depois de conversar com os donos da fazenda, se entenderam com os
índios. A presença deles ajudou no desbloqueio do caminho, mas
explicitou as limitações desses órgãos para lidar com este tipo de
confronto.
Diferente do entendimento comum de que a Funai deve defender os
direitos indígenas, a responsável pelo órgão no estado, Maria de
Lourdes, afirmou que "o papel da Funai é mediar conflito entre os
fazendeiros e os indígenas", mesmo em casos como esse, onde a terra
está em litígio (aguardando julgamento) e historicamente pertence aos
guarani-kaiowa. Maria de Lourdes reconheceu que, em algumas áreas onde a expedição pretende passar, a Funai e a Polícia Federal não atuam
devido ao poder e agressividade dos fazendeiros.
Injustiça e violência
Também cercada pelas enormes plantações de soja, a aldeia Taquara
vive situação semelhante: rios poluídos pelo despejo de agrotóxicos,
tamanho limitado das terras que impede o plantio para subsistência,
indefinição jurídica do local e ameaças de morte. O cacique Ladio
Veron é um dos que estão marcados para morrer na lista dos
fazendeiros. Ele passou o seu aniversário lembrando do dia em que os
jagunços o seguravam, enquanto matavam seu pai na sua frente. Os
assassinos, mesmo condenados, vivem em liberdade.
Nos locais do assassinato e enterro do corpo do cacique Marco, sua
filha, Valdelice, segurando a neta Arami, reafirmou que "a luta do
povo guarani-kaiowa não vai parar". A água da chuva se misturou com
as lágrimas desta família, pertencente a um povo que resiste e vê
sangue jorrar em suas terras, desde a colonização até agora, quando o
projeto de desenvolvimento do país os condena à luta com fazendeiros e
à morte por envenenamento por agrotóxico.
Fotos: Fábio Nassif
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19386
Informe Expedição "Cacique Marcos Verón"
Car@s Companheir@s,
Estou voltando hoje a manter informação da Expedição porque apesar de nenhum violento ter acontecido, existem fatos políticos que estão nos forçando a mandar notícias para que todos saibam.
Percebemos que a situação dos Guarani Kaiowá, se agrava com o desencontro, desinformação e pressão que sofrem da FUNAI, nesse momento, nosso maior momento é essa pressão, que não sabemos aonde dará!
Esse fato novo, nos coloca na posição de alerta e nos força a dividir esse momento com tod@s!
Na luta!
GIVA
Mais de 40 milhões se prostituem no mundo, diz estudo
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,mais-de-40-milhoes-se-prostituem-no-mundo-diz-estudo,824080,0.htm
Relatório de fundação francesa analisa o fenômeno em 24 países
PARIS - Mais de 40 milhões de pessoas no mundo se prostituem atualmente, segundo um estudo da fundação francesa Scelles, que luta contra a exploração sexual. A grande maioria (75%) são mulheres com idades entre 13 e 25 anos.

O relatório analisa o fenômeno em 24 países, entre eles França, Estados Unidos, Índia, China e México e diz que o número de pessoas que se prostituem pode chegar a 42 milhões no mundo. O estudo revela ainda que 90% delas estão ligadas a cafetões.
O documento também analisa a questão da exploração sexual por redes de tráfico de seres humanos. De acordo com o relatório, o maior número de vítimas está concentrado na Ásia, que representa 56% dos casos.
Exploração de crianças
A América Latina e os países ricos registram, respectivamente, 10% e 10,8% do tráfico de pessoas para atividades ligadas ao sexo, afirma o "Relatório Mundial sobre a Exploração Sexual - A prostituição no coração do crime organizado", publicado em um livro.
E quase a metade das vítimas de redes de tráfico humano são crianças e jovens com menos de 18 anos.
"Essa é uma das características da prostituição nos dias de hoje: um grande número de crianças é explorada sexualmente", diz o documento. Estima-se que 2 milhões de crianças se prostituam no mundo.
Tráfico de mulheres brasileiras
O juiz Yves Charpenel, presidente da Fundação Scelles, diz que não há dados suficientes para avaliar o aumento da prostituição no mundo.
"O elemento marcante, na Europa, é a multiplicação de prostitutas vindas de países diversos, normalmente controladas por quadrilhas que as fazem circular por todo o continente", afirma.
O estudo da fundação francesa afirma, com base em dados da agência da ONU contra as drogas e o crime, que o tráfico de mulheres brasileiras na Europa estaria aumentando. O documento não revela, no entanto, números em relação a esse crescimento.
"Essas vítimas são originárias de comunidades pobres do norte do Brasil, como Amazonas, Pará, Roraima e Amapá."
"Se a maioria das prostitutas na Europa são de países do leste europeu e de ex-repúblicas soviéticas, a predominância desses grupos parece estar diminuindo no continente", diz o relatório, acrescentando que paralelamente a isso o número de brasileiras estaria aumentando.
Em dezembro passado, a polícia espanhola desmantelou uma quadrilha internacional de prostituição que mantinha dezenas de menores brasileiras sob cárcere privado.
Eventos esportivos e prostituição
O estudo também afirma que grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo de futebol e os Jogos Olímpicos, contribuem para agravar o fenômeno da prostituição.
"Futebol e Olimpíadas são identificados como os cenários mais comuns da exploração sexual", afirma o relatório.
Segundo o texto, essas grandes competições internacionais permitem que as redes criminosas "aumentem a oferta" de prostitutas.
Na África do Sul, por exemplo, 1 bilhão de camisinhas foram encomendadas pelas autoridades para enfrentar eventuais riscos sanitários durante a Copa do Mundo em 2010.
O número de prostitutas no país, estimado em 100 mil, aumentou em 40 mil pessoas durante o evento.
Internet
Segundo a Fundação Scelles, a internet também contribui para ampliar a prostituição no mundo.
"As redes de cafetões agora recrutam pessoas em redes sociais como Facebook e Twitter", diz o estudo, citando um caso na Indonésia em que as autoridades prenderam suspeitos de aliciar jovens estudantes no Facebook e no Yahoo Messenger.
Nos Estados Unidos, a maioria das menores prostitutas são recrutadas por cafetões no site Craiglist, de anúncios, diz o estudo.
"Os cafetões fazem falsas propostas de trabalho como manequim e utilizam as vítimas para recrutar outras jovens."
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,mais-de-40-milhoes-se-prostituem-no-mundo-diz-estudo,824080,0.htm
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Abaixo-assinado online: «contra a desocupação do Pinheirinho»
ASSINEM!!!!
Acabei de ler e assinar o abaixo-assinado online: «contra a desocupação do Pinheirinho»
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=must
RESISTÊNCIA NO PINHEIRINHO!!!
URGENTE ! CASO PINHEIRINHO -LIMINAR CASSADA
E O PINHEIRINHO RESISTE!!! AOS 45 DO SEGUNDO TEMPO!!! Mas uma má notícia chegou a pouco tempo…
E nessa madrugada tivemos uma notícia sensacional!!! A comunidade do Pinheirinho, em São José dos Campos, que estava ameaçada de desapropriação, conseguiu a permanência no local aos 45 do segundo tempo!!!
Todos os moradores estavam de prontidão, prontos pra batalha com a tropa de choque. Coquetéis molotov, escudos improvisados, capacetes, estilingues e muita resistência é o que se via no local. A foto a seguir rodou o mundo e chamou a atenção para o caso, intimidando assim, as autoridades que tem o poder de desocupação nas mãos.
Fui gravar uma vídeorreportagem por lá na manhã dessa terça-feira e conversei com moradores, lideranças e um advogado do movimento. O clima era de alegria, mas principalmente de alívio. Todos tiveram um carga muito elevada de tensão nesses últimos tempos, o Valdir por exemplo, ou “Marrom”, uma das lideranças do movimento, tinha até ido ao médico pouco antes de dar entrevista… eu só posso dizer que tenho orgulho de ser brasileiro vendo a resistência dessas lutadoras e lutadores do Pinheirinho!!! Isso sim me dá orgulho, e não essa seleção de futebol safada que vemos hoje, que só pensa nas cifras, ou pela podre dramaturgia novelística que temos no país… cada um escolhe seus próprios motivos de se orgulhar!!!
Isso tudo mostra que a luta nunca é em vão, e o primeiro foco dela é a dignidade. O Marrom me disse que eles sabiam que não poderiam enfrentar a polícia de igual pra igual, mas mesmo assim decidiram pelo enfrentamento. Isso é dignidade, é atitude de resistência contra a injustiça!!!
Conversando com o Toninho Ferreira, um dos advogados do Movimento de ocupação do Pinheirinho, ouvi uma fala que me chamou a atenção, ele disse: “Isso aqui não é uma questão de polícia, é uma questão de políticas públicas”… e isso me fez fazer um a paralelo com outro assunto tão em voga no momento, que o caso da Cracolândia não é assunto de política, e sim de saúde pública… ou seja, enquanto não forem garantidos os direitos essenciais da população, como saúde, moradia, ensino de qualidade, alimentação, cultura etc,etc… o povo deve se revoltar mais e mais!!! Nós temos o direito!!!
A polícia sempre faz o papel do carrasco, pau-mandada que é da elite brasileira… o atual prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury, do PSDB, está fechado com os proprietários de terra, e a ele nada interessa as necessidades do povo pobre de sua cidade.
A liminar que foi conseguida pelo movimento, por volta das 5 horas da manhã, que não permitia a entrada da Polícia no Pinheirinho, foi baseada em um dos princípios básicos da Constituição brasileira: o direito de todos à moradia digna.
PUTA MERDA!!!!!
POIS É, MAS VEJAM SÓ COMO É A JUSTIÇA BRASILEIRA: nesse exato instante, escrevendo esse post de comemoração pela conquista, recebo a notícia de que a liminar foi cassada pelo juiz federal, titular da 3ª Vara Federal, Carlos Alberto Antonio Junior, nesta terça-feira (17) e manteve a decisão de retirar os moradores do Pinheirinho.
É triste, gente. O Naji Nahas, proprietário do terreno, é rico, corrupto e egoísta. Características básicas de quem só pensa em si. Vai saber o que não acontece nos bastidores da injustiça brasileira, juízes tendenciosos ao favorecimento de quem tem dinheiro vivo na mão.
Mas tudo o que foi escrito aí em cima está mantido!!! A luta é acima de tudo por dignidade, não deixemos os opressores calarem a nossa voz!!!
Se por um lado eu disse que dá orgulho de ser brasileiro pela luta dos moradores do Pinheirinho, me dá vergonha de ser brasileiro ao saber de uma notícia dessa, por aqui não devia se chamar JUSTIÇA, devia sim se chamar INJUSTIÇA BRASILEIRA.
Pra finalizar, a charge a seguir, extraída do facebook, resume o meu sentimento:
http://bolaearte.wordpress.com/2012/01/17/e-o-pinheirinho-resiste-aos-45-do-segundo-tempo-mas-uma-ma-noticia-chegou-a-pouco-tempo/







