A Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente
(ANCED), em apoio ao CEDECA Interlagos, manifesta seu repúdio pelo teor
tendencioso das reportagens exibidas pelo SBT e Bandeirantes, nos dias 26 e 27 de
agosto, sobre o caso de um jovem privado de liberdade em unidade experimental de
saúde. Entende-se que tais matérias demonstram unicamente mensagem parcial com
o objetivo de difamar a imagem do Centro de Defesa que vem há mais de dez anos
defendendo, de forma intransigente, os Direitos Humanos, principalmente de crianças
e adolescentes da cidade de São Paulo.
Acreditamos que o direito à informação é essencial à vida em sociedade, porém
o jornalismo responsável deve ser praticado com ética e de forma transparente.
Entendemos ainda que, conforme o código de ética dos jornalistas, o compromisso
fundamental destes é com a verdade dos fatos, e seu trabalho se pauta pela precisa
apuração dos acontecimentos e sua correta divulgação.
Entendemos ainda que o debate deva ser amplo e qualificado. A mídia deve
contribuir para a efetivação das garantias fundamentais, permitindo o controle social
sobre as deficiências do Estado, em vez de buscar a espetacularização da violência e a
criminalização dos defensores de direitos humanos.
Ressaltamos o compromisso do CEDECA Interlagos e sua equipe técnica com a
defesa dos Direitos Humanos na construção de um Brasil mais democrático e justo,
que respeite o devido processo legal, o direito à ampla defesa e o contraditório,
princípios fundamentais do Direito. Acreditamos que a trajetória do CEDECA não será
abalada por situações como esta e que os profissionais que ali militam não irão
esmorecer. Pelo contrário, continuarão a lutar por uma sociedade mais justa e
fraterna.
A Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente,
organização da sociedade civil sem fins lucrativos, de âmbito nacional, que atua na
defesa dos Direitos Humanos da infância brasileira, está presente em quinze estados
brasileiros a partir da ação desenvolvida pelos mais de trinta Centros de Defesa da
Criança e do Adolescente (CEDECAs) a ela filiados.
Coordenação Colegiada da Anced
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Convite Plenaria FalaRua
Movimento Nacional da População de Rua – Comissão São Paulo
Convida a Todos (as) para participarem da “ Plenária FalaRua”:
PAUTA:Política Nacional para População de Rua (Andamento) , Grito dos Excluídos , 8º Festival Lixo e Cidadania e Informes
Local: Casa de Oração do Povo de Rua !
Rua: Djalma Dutra nº 03 , Bairro da Luz (travessa da Rua 25 de janeiro)
Dia: 05/09/2009 (sábado) às 14:00hs.
VENHAM PARTICIPAR SUA PRESENÇA É MUITO IMPORTANTE!!!
Convida a Todos (as) para participarem da “ Plenária FalaRua”:
PAUTA:Política Nacional para População de Rua (Andamento) , Grito dos Excluídos , 8º Festival Lixo e Cidadania e Informes
Local: Casa de Oração do Povo de Rua !
Rua: Djalma Dutra nº 03 , Bairro da Luz (travessa da Rua 25 de janeiro)
Dia: 05/09/2009 (sábado) às 14:00hs.
VENHAM PARTICIPAR SUA PRESENÇA É MUITO IMPORTANTE!!!
MOÇÃO DE REPÚDIO DO CONSELHO DIRETOR DE BASE DO SINTUSP AO CRIME DE RACISMO EM LOJA CARREFOUR
O Sindicato dos Trabalhadores da USP - SINTUSP, vem através de seu Conselho Diretor de Base, manifestar o mais veemente repúdio ao crime de racismo sofrido pelo companheiro Januário Alves de Santana, trabalhador desta Universidade, no dia 07 de agosto de 2009 na loja Carrefour de Osasco. Januário foi violentamente abordado no estacionamento da loja, por seguranças que não usavam identificação, enquanto aguardava sua esposa e familiares que faziam compras naquela loja, sob a acusação de estar roubando o próprio carro. Levado para uma “salinha” nas dependências da loja Carrefour, e sem chances de se defender, Januário foi barbaramente espancado, tendo sofrido inúmeras lesões no corpo e no rosto; teve vários hematomas, dentes quebrados e fratura na face. A chegada de policiais militares, que por conta de suas atribuições, deveriam prender os agressores e socorrer a vítima, serviu para demonstrar mais uma face cruel do racismo. Os policiais, além de agirem de forma conivente com os agressores, omitiram socorro médico ao Januário e um dos PMs cinicamente afirmou: “você tem cara de que tem pelo menos três passagens, confesse...”. O caso foi registrado como “briga entre clientes”. Afinal era MAIS UM homem negro, torturado e espancado por seguranças de loja...
Esse fato de racismo na loja Carrefour, não é um caso isolado e sim algo que acontece com muita frequência no cotidiano do povo negro brasileiro. Nas abordagens policiais, negros e negras passam por constrangimentos, espancamentos e muitos são mortos simplesmente por “reagirem”. Aliás, esta mesma polícia repete este procedimento racista, abordando trabalhadores negros dentro do campus da USP quando estão dentro de seus veículos, os humilhando e os acusando de ladrões. O trabalhador negro, quando consegue adquirir um carro ou uma casa como fruto de seus esforços, não consegue usufruí-los tranquilamente, pois tem que provar a todo instante que o bem lhe pertence.
Além dos traumas físicos sofridos por Januário, que desfiguraram sua face e o levaram a uma cirurgia, ele sofreu um terrível trauma psicológico e foi vítima de uma enorme injustiça que não pode ser esquecida. Nós, Conselheiros Diretores de Base do SINTUSP, nos solidarizamos com o companheiro e exigimos justiça!!! Os trabalhadores não podem aceitar o racismo como prática cotidiana. O CDB/SINTUSP vai acompanhar este caso para que este triste episódio não caia no esquecimento e apoiar ativamente a luta pela punição aos responsáveis.
O racismo é um crime hediondo, previsto no Código Civil Brasileiro, que infelizmente permeia nossa sociedade, pois, dentro da lógica capitalista os negros e as negras são sempre considerados “suspeitos”. Apesar da vítima estar tomando todas as medidas judiciais contra o Estado e os agressores, observamos que esta luta deve ser tomada de conjunto pelos trabalhadores e o povo, principalmente pelos trabalhadores negros, tomando medidas de não confiar nas instâncias burocráticas e jurídicas do Estado capitalista, pois este é o mesmo que proporciona e se favorece com a continuidade do racismo na sociedade. Devemos nos organizar com nossos métodos de lutas, independente dos empresários e seus governos burgueses e racistas.
O povo negro, assim como nos tempos de escravidão continua sendo a maior vítima da discriminação e racismo. Chega de tantas injustiças. Basta!
FORA CARREFOUR DO BRASIL!!!
JULGAMENTO E PRISÃO PARA OS AGRESSORES E RESPONSÁVEIS PELA LOJA CARREFOUR!!!
QUE SEJAM PROCESSADOS OS POLICIAIS MILITARES QUE SE OMITIRAM SOBRE A AGRESSÃO, AGINDO COM RACISMO, COM SEUS INSULTOS!!!
FORA POLÍCIA DO CAMPUS UNIVERSITÁRIO E DAS OCUPAÇÕES NAS FAVELAS!!!
RACISMO É CRIME!!! DENUNCIE!!!
Esse fato de racismo na loja Carrefour, não é um caso isolado e sim algo que acontece com muita frequência no cotidiano do povo negro brasileiro. Nas abordagens policiais, negros e negras passam por constrangimentos, espancamentos e muitos são mortos simplesmente por “reagirem”. Aliás, esta mesma polícia repete este procedimento racista, abordando trabalhadores negros dentro do campus da USP quando estão dentro de seus veículos, os humilhando e os acusando de ladrões. O trabalhador negro, quando consegue adquirir um carro ou uma casa como fruto de seus esforços, não consegue usufruí-los tranquilamente, pois tem que provar a todo instante que o bem lhe pertence.
Além dos traumas físicos sofridos por Januário, que desfiguraram sua face e o levaram a uma cirurgia, ele sofreu um terrível trauma psicológico e foi vítima de uma enorme injustiça que não pode ser esquecida. Nós, Conselheiros Diretores de Base do SINTUSP, nos solidarizamos com o companheiro e exigimos justiça!!! Os trabalhadores não podem aceitar o racismo como prática cotidiana. O CDB/SINTUSP vai acompanhar este caso para que este triste episódio não caia no esquecimento e apoiar ativamente a luta pela punição aos responsáveis.
O racismo é um crime hediondo, previsto no Código Civil Brasileiro, que infelizmente permeia nossa sociedade, pois, dentro da lógica capitalista os negros e as negras são sempre considerados “suspeitos”. Apesar da vítima estar tomando todas as medidas judiciais contra o Estado e os agressores, observamos que esta luta deve ser tomada de conjunto pelos trabalhadores e o povo, principalmente pelos trabalhadores negros, tomando medidas de não confiar nas instâncias burocráticas e jurídicas do Estado capitalista, pois este é o mesmo que proporciona e se favorece com a continuidade do racismo na sociedade. Devemos nos organizar com nossos métodos de lutas, independente dos empresários e seus governos burgueses e racistas.
O povo negro, assim como nos tempos de escravidão continua sendo a maior vítima da discriminação e racismo. Chega de tantas injustiças. Basta!
FORA CARREFOUR DO BRASIL!!!
JULGAMENTO E PRISÃO PARA OS AGRESSORES E RESPONSÁVEIS PELA LOJA CARREFOUR!!!
QUE SEJAM PROCESSADOS OS POLICIAIS MILITARES QUE SE OMITIRAM SOBRE A AGRESSÃO, AGINDO COM RACISMO, COM SEUS INSULTOS!!!
FORA POLÍCIA DO CAMPUS UNIVERSITÁRIO E DAS OCUPAÇÕES NAS FAVELAS!!!
RACISMO É CRIME!!! DENUNCIE!!!
Adolescentes que viviam irregularmente numa clínica desativada serão alojados no Bangu Atlético Clube
RIO - A pedido da presidente da Comissão da Criança e do Adolescente da Câmara do Rio, vereadora Liliam Sá (PR), o presidente do Bangu Atlético Clube, Ângelo Marques, vai alojar, durante 72 horas, os 35 menores que viviam irregularmente numa clínica desativada em Bangu com o sonho de serem jogadores de futebol. Este foi o prazo dado pela juíza da Segunda Vara da Infância, da Juventude e do Idoso de Santa Cruz, Cristiana Cordeiro, para que o empresário Cléber Justus da Fonseca leve os menores de volta aos seus estados. A maioria veio dos estados do Paraná e Maranhão.
A polícia está investigando denúncias de maus tratos aos menores, que chegaram ao Rio com a promessa de fazerem testes para escolinhas de futebol. De acordo com os policiais, os meninos viviam em condições precárias. Bebiam água direto da bica bem ao lado da lixeira e faziam apenas uma refeição por dia, em um restaurante popular.
Na segunda-feira, o prédio onde eles viviam foi interditado depois de uma denúncia de que os meninos estariam morando em péssimas condições. A vigilância sanitária encontrou larvas de mosca em uma geladeira que não funcionava, carne mal armazenada e mau cheiro. Também havia infiltrações, mofo e os meninos dormiam apertados.
Os garotos têm entre 13 e 17 anos e moravam no prédio há pelo menos quatro meses. Ao todo, 23 deles não tinham autorização dos pais. Quatro, acompanhados do pai de um deles, deixaram a clínica nesta terça, com destino a Cascavel, no Paraná, Região Sul. Eles já teriam prestado depoimento na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.
Cléber Fonseca, responsável pelo abrigo, foi autuado por exercício irregular da profissão por não ter autorização da Fifa e por alojar menores sem autorização dos pais. Ele foi descoberto por policiais da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Em entrevista ao telejornal Bom Dia Rio ele disse que cobra das famílias uma mensalidade até que os adolescentes sejam chamados por um time. Ele afirmou que os menores treinam em dois campos do bairro e que estão matriculados em uma escola pública. Ele disse ainda que os meninos fazem três refeições diárias e os que não tinham autorização chegaram há pouco tempo.
Fonte:Ronaldo Braga - O Globo e Bom Dia Rio
A polícia está investigando denúncias de maus tratos aos menores, que chegaram ao Rio com a promessa de fazerem testes para escolinhas de futebol. De acordo com os policiais, os meninos viviam em condições precárias. Bebiam água direto da bica bem ao lado da lixeira e faziam apenas uma refeição por dia, em um restaurante popular.
Na segunda-feira, o prédio onde eles viviam foi interditado depois de uma denúncia de que os meninos estariam morando em péssimas condições. A vigilância sanitária encontrou larvas de mosca em uma geladeira que não funcionava, carne mal armazenada e mau cheiro. Também havia infiltrações, mofo e os meninos dormiam apertados.
Os garotos têm entre 13 e 17 anos e moravam no prédio há pelo menos quatro meses. Ao todo, 23 deles não tinham autorização dos pais. Quatro, acompanhados do pai de um deles, deixaram a clínica nesta terça, com destino a Cascavel, no Paraná, Região Sul. Eles já teriam prestado depoimento na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.
Cléber Fonseca, responsável pelo abrigo, foi autuado por exercício irregular da profissão por não ter autorização da Fifa e por alojar menores sem autorização dos pais. Ele foi descoberto por policiais da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Em entrevista ao telejornal Bom Dia Rio ele disse que cobra das famílias uma mensalidade até que os adolescentes sejam chamados por um time. Ele afirmou que os menores treinam em dois campos do bairro e que estão matriculados em uma escola pública. Ele disse ainda que os meninos fazem três refeições diárias e os que não tinham autorização chegaram há pouco tempo.
Fonte:Ronaldo Braga - O Globo e Bom Dia Rio
EUA admitem uso de base durante golpe hondurenho
DA FRANCE PRESSE
O chefe do Comando Sul dos EUA, general Douglas Fraser, admitiu ontem o uso da base militar de Soto Cano, também chamada de Palmerola, em Honduras, no golpe de Estado contra o presidente do país, Manuel Zelaya, em 28 de junho. Mas disse que oficiais americanos não tiveram participação nos acontecimentos.
A base, ao norte de Tegucigalpa, abriga 600 militares dos EUA em operações contra o tráfico de drogas e outras missões na América Central. Como a Folha noticiou, em 15 de agosto, Zelaya contou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o avião militar que o sequestrou durante o golpe pousou em Palmerola antes de levá-lo à Costa Rica.
Segundo disse Fraser, em encontro com o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, "é verdade que a aeronave posou em Palmerola, mas trata-se de uma base hondurenha, não dos EUA. Há [ali] pessoal norte-americano, mas eles não tiveram nem participação nem conhecimento da chegada e da decolagem do avião".
O embaixador dos EUA em Tegucigalpa, Hugo Llorens, suspendeu no dia do golpe a ajuda e comunicação com as autoridades hondurenhas, prosseguiu Fraser, que disse desejar uma "solução pacífica" para a crise em Honduras.
Ortega queixou-se com Fraser sobre o uso das bases. Disse que não se tratava de "uma reclamação", mas que "os EUA têm de reconhecer que houve um golpe militar [em Honduras]". O nicaraguense também se disse "preocupado" pelo acordo entre EUA e Colômbia para o uso de sete bases no país sul-americano.
Palmerola foi construída pelos EUA na década de 1980, quando a América Central estava imersa em conflitos armados, e, recentemente, parte das instalações foi cedida a autoridades hondurenhas.
O chefe do Comando Sul dos EUA, general Douglas Fraser, admitiu ontem o uso da base militar de Soto Cano, também chamada de Palmerola, em Honduras, no golpe de Estado contra o presidente do país, Manuel Zelaya, em 28 de junho. Mas disse que oficiais americanos não tiveram participação nos acontecimentos.
A base, ao norte de Tegucigalpa, abriga 600 militares dos EUA em operações contra o tráfico de drogas e outras missões na América Central. Como a Folha noticiou, em 15 de agosto, Zelaya contou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o avião militar que o sequestrou durante o golpe pousou em Palmerola antes de levá-lo à Costa Rica.
Segundo disse Fraser, em encontro com o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, "é verdade que a aeronave posou em Palmerola, mas trata-se de uma base hondurenha, não dos EUA. Há [ali] pessoal norte-americano, mas eles não tiveram nem participação nem conhecimento da chegada e da decolagem do avião".
O embaixador dos EUA em Tegucigalpa, Hugo Llorens, suspendeu no dia do golpe a ajuda e comunicação com as autoridades hondurenhas, prosseguiu Fraser, que disse desejar uma "solução pacífica" para a crise em Honduras.
Ortega queixou-se com Fraser sobre o uso das bases. Disse que não se tratava de "uma reclamação", mas que "os EUA têm de reconhecer que houve um golpe militar [em Honduras]". O nicaraguense também se disse "preocupado" pelo acordo entre EUA e Colômbia para o uso de sete bases no país sul-americano.
Palmerola foi construída pelos EUA na década de 1980, quando a América Central estava imersa em conflitos armados, e, recentemente, parte das instalações foi cedida a autoridades hondurenhas.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
3ª Conferência Lúdica Estadual motiva participação juvenil
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Cidade
02/09/09 08:31
Diminuir letraAumentar letra
3ª Conferência Lúdica Estadual motiva participação juvenil
A Secretaria de Estado da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos promoveu nesta terça-feira (1º), mais uma Conferência dos Direitos da Criança e do Adolescente. Taquarana, Sertão alagoano, foi palco do 3ª Conferência Lúdica Estadual, como agora foi batizada. Cerca de 40 jovens, de 12 a 18 anos, da rede de ensino de 20 cidades sertanejas marcaram presença e conheceram sua função social na construção de uma maior participação junto à comunidade local.
A conferência promovida em parceria com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA) aprovou entre outras decisões uma maior atenção aos dependentes químicos.
A maioria das solicitações encaminhadas pelos jovens exigia a garantia, e a melhoria do serviço de assistência aos jovens dependentes químicos, por meio dos Centros de Apoio Psicossocial (Caps) nos municípios. Outros aprovados se referem a área de educação, considerados como urgentes, com a implantação de escola de tempo integral para o resgate da família e da cultura.
Os jovens solicitaram uma maior fiscalização e monitoramento por parte do governo federal junto aos municípios para garantir a acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência e necessitados de tratamento especial.
Para a secretária da pasta promotora do evento, Wedna Miranda, o debate foi considerado um passo importante para garantir o tipo de política pública que as crianças e adolescentes precisam. “Crianças são prioridade e temos que zelar por elas. Nós como gestores públicos temos essa obrigação de pensar políticas voltadas as áreas de saúde, educação, cultura, lazer”, citou.
As demais discussões envolveram temas como saúde, educação, lazer, cultura, e os direitos fundamentais das crianças e dos adolescentes. A cobertura do Programa Saúde da Família nos municípios, mortalidade infantil e violência também teve espaço nos debates da conferência.
Leonardo Costa, 17, de Taquarana, entendeu a intenção do envento e avaliou como vitoriosa a participação dos jovens dentro das resoluções dos problemas sociais. “Será uma grande ajuda para minha cidade e, com certeza, teremos melhorias a partir desse encontro. Esses momentos também são ricos para nosso conhecimento”, considera.
Em nome da equipe da Secretaria de Estado da Mulher, Cidadania, e Direitos Humanos, a titular Wedna Miranda, parabenizou o prefeito Alay Correia, por aceitar receber o evento.
Estiveram ainda presentes a diretora de Políticas para a Criança e o Adolescente, Mônica Peixoto; o presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA), Cláudio Soriano; e a vice-presidente Vandite Aguiar; além de conselheiros tutelares dos municípios presentes, entre outros.
Eleitos — As conferências vão eleger os delegados que irão participar do encontro nacional, que acontece de 7 a 10 de dezembro, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília. O último evento reunião da série que já passou por cidades como Rio Largo e Anadia, acontece nesta sexta-feira (4), em Santana do Ipanema.
Cidade
02/09/09 08:31
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3ª Conferência Lúdica Estadual motiva participação juvenil
A Secretaria de Estado da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos promoveu nesta terça-feira (1º), mais uma Conferência dos Direitos da Criança e do Adolescente. Taquarana, Sertão alagoano, foi palco do 3ª Conferência Lúdica Estadual, como agora foi batizada. Cerca de 40 jovens, de 12 a 18 anos, da rede de ensino de 20 cidades sertanejas marcaram presença e conheceram sua função social na construção de uma maior participação junto à comunidade local.
A conferência promovida em parceria com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA) aprovou entre outras decisões uma maior atenção aos dependentes químicos.
A maioria das solicitações encaminhadas pelos jovens exigia a garantia, e a melhoria do serviço de assistência aos jovens dependentes químicos, por meio dos Centros de Apoio Psicossocial (Caps) nos municípios. Outros aprovados se referem a área de educação, considerados como urgentes, com a implantação de escola de tempo integral para o resgate da família e da cultura.
Os jovens solicitaram uma maior fiscalização e monitoramento por parte do governo federal junto aos municípios para garantir a acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência e necessitados de tratamento especial.
Para a secretária da pasta promotora do evento, Wedna Miranda, o debate foi considerado um passo importante para garantir o tipo de política pública que as crianças e adolescentes precisam. “Crianças são prioridade e temos que zelar por elas. Nós como gestores públicos temos essa obrigação de pensar políticas voltadas as áreas de saúde, educação, cultura, lazer”, citou.
As demais discussões envolveram temas como saúde, educação, lazer, cultura, e os direitos fundamentais das crianças e dos adolescentes. A cobertura do Programa Saúde da Família nos municípios, mortalidade infantil e violência também teve espaço nos debates da conferência.
Leonardo Costa, 17, de Taquarana, entendeu a intenção do envento e avaliou como vitoriosa a participação dos jovens dentro das resoluções dos problemas sociais. “Será uma grande ajuda para minha cidade e, com certeza, teremos melhorias a partir desse encontro. Esses momentos também são ricos para nosso conhecimento”, considera.
Em nome da equipe da Secretaria de Estado da Mulher, Cidadania, e Direitos Humanos, a titular Wedna Miranda, parabenizou o prefeito Alay Correia, por aceitar receber o evento.
Estiveram ainda presentes a diretora de Políticas para a Criança e o Adolescente, Mônica Peixoto; o presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA), Cláudio Soriano; e a vice-presidente Vandite Aguiar; além de conselheiros tutelares dos municípios presentes, entre outros.
Eleitos — As conferências vão eleger os delegados que irão participar do encontro nacional, que acontece de 7 a 10 de dezembro, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília. O último evento reunião da série que já passou por cidades como Rio Largo e Anadia, acontece nesta sexta-feira (4), em Santana do Ipanema.
Polícia torturou crianças, diz governo
Depoimentos apontam uso de cães contra filhos de membros do MST em ação que deixou um sem-terra morto
Brigada Militar e Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul dizem que só vão se manifestar quando tiverem acesso ao relatório
EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
GRACILIANO ROCHA
DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE
A Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência vai denunciar a tortura de crianças e o uso de armas de choque elétrico na ação de policiais militares do Rio Grande do Sul que resultou na morte de um sem-terra, no mês passado.
Identificada por meio de depoimentos colhidos na semana passada em São Gabriel, a citada tortura física e psicológica de crianças inclui xingamentos, uso ostensivo de cachorros e da cavalaria e ferimentos por meio de estilhaços de bombas lançadas pelos brigadistas -um bebê foi atingido no rosto.
Um relatório com esses termos será encaminhado nesta semana para Ministério Público Federal e Estadual, Comissão de Direitos Humanos da Câmara e da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, Ministério da Justiça e Corregedoria Geral da Brigada Militar.
A ação policial ocorreu durante a reintegração de posse da fazenda Southall. O sem-terra Elton Brum da Silva foi morto com um tiro nas costas. O autor do disparo, soldado da brigada cujo nome não foi revelado, foi afastado de suas funções.
Outras 13 pessoas ficaram feridas na ação de despejo de 550 integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Cerca de 300 policiais estavam na operação.
A Folha teve acesso a um ofício preliminar enviado pela Secretaria dos Direitos Humanos no final da semana passada ao corregedor-geral da Brigada Militar, coronel Paulo Porto.
No documento, a secretaria cita "emprego desproporcional e inadequado da força policial letal" e afirma que a brigada está "aparentemente preparada de modo insuficiente para lidar com situações que envolvam o controle de distúrbios civis".
"A rigorosa apuração da morte (...), para além de garantir justiça neste caso concreto gravíssimo de violação dos direitos humanos, poderá contribuir para o aperfeiçoamento da Brigada Militar, adequando-a a parâmetros mínimos de polícia democrática", afirma o ofício do governo federal, assinado por Ailson Silveira Machado, da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos.
O MST realizou ontem ato para cobrar que o governo gaúcho esclareça as circunstâncias da morte de Silva. O MST também quer que seja apresentado o policial autor do disparo. Na semana passada, as autoridades de segurança do Rio Grande do Sul anunciaram que o atirador já havia sido identificado, mas não divulgaram seu nome.
"A polícia tem o papel de tornar isso público, não pode esconder o assassino", disse Nina Tonin, da coordenação estadual do MST. Segundo a dirigente, a investigação "caminha para a impunidade".
Outro lado
A Secretaria da Segurança Pública voltou a defender o sigilo em torno da investigação até a conclusão dos inquéritos. A assessoria da secretaria afirmou que não comentaria as alegações de tortura porque não recebeu o relatório.
A assessoria de imprensa da Brigada Militar informou que somente se manifestará quando tiver acesso ao relatório.
Fonte: FSP
Brigada Militar e Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul dizem que só vão se manifestar quando tiverem acesso ao relatório
EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
GRACILIANO ROCHA
DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE
A Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência vai denunciar a tortura de crianças e o uso de armas de choque elétrico na ação de policiais militares do Rio Grande do Sul que resultou na morte de um sem-terra, no mês passado.
Identificada por meio de depoimentos colhidos na semana passada em São Gabriel, a citada tortura física e psicológica de crianças inclui xingamentos, uso ostensivo de cachorros e da cavalaria e ferimentos por meio de estilhaços de bombas lançadas pelos brigadistas -um bebê foi atingido no rosto.
Um relatório com esses termos será encaminhado nesta semana para Ministério Público Federal e Estadual, Comissão de Direitos Humanos da Câmara e da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, Ministério da Justiça e Corregedoria Geral da Brigada Militar.
A ação policial ocorreu durante a reintegração de posse da fazenda Southall. O sem-terra Elton Brum da Silva foi morto com um tiro nas costas. O autor do disparo, soldado da brigada cujo nome não foi revelado, foi afastado de suas funções.
Outras 13 pessoas ficaram feridas na ação de despejo de 550 integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Cerca de 300 policiais estavam na operação.
A Folha teve acesso a um ofício preliminar enviado pela Secretaria dos Direitos Humanos no final da semana passada ao corregedor-geral da Brigada Militar, coronel Paulo Porto.
No documento, a secretaria cita "emprego desproporcional e inadequado da força policial letal" e afirma que a brigada está "aparentemente preparada de modo insuficiente para lidar com situações que envolvam o controle de distúrbios civis".
"A rigorosa apuração da morte (...), para além de garantir justiça neste caso concreto gravíssimo de violação dos direitos humanos, poderá contribuir para o aperfeiçoamento da Brigada Militar, adequando-a a parâmetros mínimos de polícia democrática", afirma o ofício do governo federal, assinado por Ailson Silveira Machado, da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos.
O MST realizou ontem ato para cobrar que o governo gaúcho esclareça as circunstâncias da morte de Silva. O MST também quer que seja apresentado o policial autor do disparo. Na semana passada, as autoridades de segurança do Rio Grande do Sul anunciaram que o atirador já havia sido identificado, mas não divulgaram seu nome.
"A polícia tem o papel de tornar isso público, não pode esconder o assassino", disse Nina Tonin, da coordenação estadual do MST. Segundo a dirigente, a investigação "caminha para a impunidade".
Outro lado
A Secretaria da Segurança Pública voltou a defender o sigilo em torno da investigação até a conclusão dos inquéritos. A assessoria da secretaria afirmou que não comentaria as alegações de tortura porque não recebeu o relatório.
A assessoria de imprensa da Brigada Militar informou que somente se manifestará quando tiver acesso ao relatório.
Fonte: FSP
Favela se muda para calçada e a vida piora ainda mais
370 famílias montaram barracos perto de área da qual foram despejados no Capão Redondo
Moradores vivem sem água ou luz, defecam e urinam em embalagens de sorvete e têm de se revezar nos barracos para dormir
LAURA CAPRIGLIONE
DA REPORTAGEM LOCAL
Luiz Gustavo da Silva Santos, cinco meses, Andressa Conceição, seis meses, Daniela, quatro anos, Jonas, quatro anos, Cauane, três anos, Margarida Souza Ferreira, 36, Cícera da Silva Santos, 33, e Sandra Maria da Conceição, 28, moram desde o dia 24 em um barraco de 4 metros quadrados. Sem água, sem luz, sem banheiro, sem cozinha, dependem da sopa fornecida pela igreja. Defecam e urinam em embalagens de dois litros de sorvete. A descarga é no terreno em frente.
O banho é de favor, com vizinhos mais ricos. Na verdade, são apenas moradores de barracos "normais", que ficam na favela "normal", logo ali. Porque o barraco das mulheres e crianças citadas no início não é desse tipo. Foi erguido com outros 200 ao longo de 630 metros de uma calçada, no que já foi apelidado de "favela-tripa", que abriga cerca de 370 famílias.
Explica-se: no dia 24, o terreno de 34 mil metros quadrados no meio do bairro do Capão Redondo (zona sul), e onde moravam cerca de 800 famílias, foi desocupado pela PM, em cumprimento a uma ordem de reintegração de posse. Ontem, o local, que pertence à Viação Campo Limpo, estava recoberto pelos escombros dos barracos que o preenchiam -pedaços de fogão, boneca queimada, colchão, cadernos chamuscados, garrafas usadas podiam ser vistos entre toneladas de entulhos iluminadas aqui e ali por fogueiras altas. Nenhuma alma.
Do outro lado da rua, bem em frente à destruição, em uma faixa de calçada de 2,5 metros, esticou-se o que sobrou de vida na favela. Um barraco colado ao outro, restos como paredes.
Versinho para Olga
A vida da favela teve de entrar na linha -do meio fio-, mas continua. "Vai acontecer milagre. Milagre. Vai acontecer milagre", repete, às 23h, o sistema de caixas amplificadas da Igreja Pentecostal Águas Vivas. É o pastor Raimundo Medeiros do Nascimento, 45, quem, cercado de obreiras (quatro, superpovoando o seu barraco), anuncia a boa nova. Ele conseguiu salvar a Bíblia, o púlpito que ele mesmo construiu e as caixas amplificadas, além de um pano de cetim vermelho, que decora a igreja de papelão.
Do lado de fora, cerca de cem homens e mulheres perambulam de um lado para outro. São os que terão de passar a noite em claro. Eles só poderão dormir pela manhã, quando acordarem as crianças e os que terão de sair para trabalhar. É que não há lugar para todos nas moradias improvisadas.
Mas aqueles pedreiros, faxineiras, cozinheiros, diaristas, auxiliares de serviços gerais, babás etc não choram ou reclamam. Por volta das 20h, cerca de 300 deles -mais filhos e cachorros- reuniram-se defronte a um barraco decorado com a bandeira vermelha de uma tal Frente de Luta pela Moradia, FLM, um dos vários grupos que organizam a população pobre da periferia de São Paulo para a obtenção de moradia. A negra Felícia Mendes Dias, 50, é a principal liderança.
A Secretaria da Habitação da gestão Gilberto Kassab (DEM) respeita Felícia. "É uma mulher devotada à luta pela moradia", diz um funcionário do governo. Por influência de Felícia, o grupo de despejados na favela-tripa adotou um novo nome: Nova Associação Olga Benário.
Após combinarem como agirão no dia seguinte, quando assistentes da prefeitura viriam conhecer as famílias que deverão receber alguma ajuda, o grupo -punhos erguidos- recitou forte o versinho: "Olga Benário / Lutou contra o nazismo / Construindo o socialismo".
O filme "Olga", do diretor Jayme Monjardim, já passou algumas vezes naquele miolo do Capão Redondo, uma das áreas com pior IDH da cidade.
Gripe sulina?
Com voz mansa, Maria Helena Ferreira, 65, vice-presidente da Olga Benário, é quem organiza o cadastro do pessoal que reivindica ajuda da prefeitura. Incansável, a mulher acordou às 4h para ir ao hospital cardiológico Dante Pazzaneze, na Vila Mariana -ela sofreu um infarto há dois anos-, e às 23h ainda corria de barraco em barraco, conversando, tranquilizando, aconselhando. Aproveitou para comer um pouco da sopa que as paróquias do bairro mandaram para a favela-tripa.
A pequena Meyssa Beatriz Pereira da Silva, um mês e quatro dias de vida, espirra fraquinho. Está gripada. Pergunta-se à mãe, Marisa Silva Santos, 21, se não tem medo da gripe suína. Cabelos curtos, olhar inteligente, ela responde: "Gripe sulina?" Meyssa já foi atendida no posto de saúde do Parque do Engenho, ali perto. Liberada.
"Graças a Deus. A gente só tem de agradecer", diz a doméstica Marinalva Francisca de Jesus Santos, 40. A gratidão é porque não está chovendo em São Paulo nos últimos dias.
O marido de Marinalva está preso na cadeia do Belenzinho, acusado de roubo -"ele é inocente", ela diz. De dentro da cadeia, o homem assistiu pela TV ao incêndio que consumiu a favela. Reconheceu o barraco de sua família ardendo. O homem telefonou para a mulher. Ouviu dela a informação: "Estou na beira da calçada, como todo mundo". O homem ficou um pouco mais tranquilo, a mulher -bebê no colo- garantiu.
Fonte: FSP
Moradores vivem sem água ou luz, defecam e urinam em embalagens de sorvete e têm de se revezar nos barracos para dormir
LAURA CAPRIGLIONE
DA REPORTAGEM LOCAL
Luiz Gustavo da Silva Santos, cinco meses, Andressa Conceição, seis meses, Daniela, quatro anos, Jonas, quatro anos, Cauane, três anos, Margarida Souza Ferreira, 36, Cícera da Silva Santos, 33, e Sandra Maria da Conceição, 28, moram desde o dia 24 em um barraco de 4 metros quadrados. Sem água, sem luz, sem banheiro, sem cozinha, dependem da sopa fornecida pela igreja. Defecam e urinam em embalagens de dois litros de sorvete. A descarga é no terreno em frente.
O banho é de favor, com vizinhos mais ricos. Na verdade, são apenas moradores de barracos "normais", que ficam na favela "normal", logo ali. Porque o barraco das mulheres e crianças citadas no início não é desse tipo. Foi erguido com outros 200 ao longo de 630 metros de uma calçada, no que já foi apelidado de "favela-tripa", que abriga cerca de 370 famílias.
Explica-se: no dia 24, o terreno de 34 mil metros quadrados no meio do bairro do Capão Redondo (zona sul), e onde moravam cerca de 800 famílias, foi desocupado pela PM, em cumprimento a uma ordem de reintegração de posse. Ontem, o local, que pertence à Viação Campo Limpo, estava recoberto pelos escombros dos barracos que o preenchiam -pedaços de fogão, boneca queimada, colchão, cadernos chamuscados, garrafas usadas podiam ser vistos entre toneladas de entulhos iluminadas aqui e ali por fogueiras altas. Nenhuma alma.
Do outro lado da rua, bem em frente à destruição, em uma faixa de calçada de 2,5 metros, esticou-se o que sobrou de vida na favela. Um barraco colado ao outro, restos como paredes.
Versinho para Olga
A vida da favela teve de entrar na linha -do meio fio-, mas continua. "Vai acontecer milagre. Milagre. Vai acontecer milagre", repete, às 23h, o sistema de caixas amplificadas da Igreja Pentecostal Águas Vivas. É o pastor Raimundo Medeiros do Nascimento, 45, quem, cercado de obreiras (quatro, superpovoando o seu barraco), anuncia a boa nova. Ele conseguiu salvar a Bíblia, o púlpito que ele mesmo construiu e as caixas amplificadas, além de um pano de cetim vermelho, que decora a igreja de papelão.
Do lado de fora, cerca de cem homens e mulheres perambulam de um lado para outro. São os que terão de passar a noite em claro. Eles só poderão dormir pela manhã, quando acordarem as crianças e os que terão de sair para trabalhar. É que não há lugar para todos nas moradias improvisadas.
Mas aqueles pedreiros, faxineiras, cozinheiros, diaristas, auxiliares de serviços gerais, babás etc não choram ou reclamam. Por volta das 20h, cerca de 300 deles -mais filhos e cachorros- reuniram-se defronte a um barraco decorado com a bandeira vermelha de uma tal Frente de Luta pela Moradia, FLM, um dos vários grupos que organizam a população pobre da periferia de São Paulo para a obtenção de moradia. A negra Felícia Mendes Dias, 50, é a principal liderança.
A Secretaria da Habitação da gestão Gilberto Kassab (DEM) respeita Felícia. "É uma mulher devotada à luta pela moradia", diz um funcionário do governo. Por influência de Felícia, o grupo de despejados na favela-tripa adotou um novo nome: Nova Associação Olga Benário.
Após combinarem como agirão no dia seguinte, quando assistentes da prefeitura viriam conhecer as famílias que deverão receber alguma ajuda, o grupo -punhos erguidos- recitou forte o versinho: "Olga Benário / Lutou contra o nazismo / Construindo o socialismo".
O filme "Olga", do diretor Jayme Monjardim, já passou algumas vezes naquele miolo do Capão Redondo, uma das áreas com pior IDH da cidade.
Gripe sulina?
Com voz mansa, Maria Helena Ferreira, 65, vice-presidente da Olga Benário, é quem organiza o cadastro do pessoal que reivindica ajuda da prefeitura. Incansável, a mulher acordou às 4h para ir ao hospital cardiológico Dante Pazzaneze, na Vila Mariana -ela sofreu um infarto há dois anos-, e às 23h ainda corria de barraco em barraco, conversando, tranquilizando, aconselhando. Aproveitou para comer um pouco da sopa que as paróquias do bairro mandaram para a favela-tripa.
A pequena Meyssa Beatriz Pereira da Silva, um mês e quatro dias de vida, espirra fraquinho. Está gripada. Pergunta-se à mãe, Marisa Silva Santos, 21, se não tem medo da gripe suína. Cabelos curtos, olhar inteligente, ela responde: "Gripe sulina?" Meyssa já foi atendida no posto de saúde do Parque do Engenho, ali perto. Liberada.
"Graças a Deus. A gente só tem de agradecer", diz a doméstica Marinalva Francisca de Jesus Santos, 40. A gratidão é porque não está chovendo em São Paulo nos últimos dias.
O marido de Marinalva está preso na cadeia do Belenzinho, acusado de roubo -"ele é inocente", ela diz. De dentro da cadeia, o homem assistiu pela TV ao incêndio que consumiu a favela. Reconheceu o barraco de sua família ardendo. O homem telefonou para a mulher. Ouviu dela a informação: "Estou na beira da calçada, como todo mundo". O homem ficou um pouco mais tranquilo, a mulher -bebê no colo- garantiu.
Fonte: FSP
Para 46% dos brasileiros, governo não deve fazer acordo com nenhuma religião
Pesquisa foi realizada pelo IBOPE Inteligência entre os dias 17 e 22 de julho
O IBOPE Inteligência realizou uma pesquisa para a organização Católicas Pelo Direito de Decidir (CDD), entre os dias 17 e 22 de julho, com o objetivo de conhecer a opinião dos brasileiros sobre o relacionamento entre religião e Estado.
Os resultados mostram que para 46% dos brasileiros, o governo não deve fazer acordo com nenhuma religião, uma vez que não existe uma religião oficial do país. Entre aqueles que possuem renda familiar superior a 10 salários mínimos o percentual sobe para 61% e, entre moradores da região sudeste do país, vai a 54%.
Especificamente em relação à Igreja Católica, 32% afirmam que o governo não deve fazer acordo somente com esta instituição, pois estaria desrespeitando os brasileiros de outras religiões, enquanto 15% defendem que o governo faça acordo com a Igreja Católica, uma vez que na opinião desses entrevistados, essa é a religião da maioria da população.
Sobre a pesquisa
Período: A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 22 de julho de 2009.
Amostra: Foram realizadas 2.002 entrevistas em 143 municípios brasileiros.
Margem de erro: É de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um intervalo de confiança de 95%.
Fonte: IBOPE Inteligência
O IBOPE Inteligência realizou uma pesquisa para a organização Católicas Pelo Direito de Decidir (CDD), entre os dias 17 e 22 de julho, com o objetivo de conhecer a opinião dos brasileiros sobre o relacionamento entre religião e Estado.
Os resultados mostram que para 46% dos brasileiros, o governo não deve fazer acordo com nenhuma religião, uma vez que não existe uma religião oficial do país. Entre aqueles que possuem renda familiar superior a 10 salários mínimos o percentual sobe para 61% e, entre moradores da região sudeste do país, vai a 54%.
Especificamente em relação à Igreja Católica, 32% afirmam que o governo não deve fazer acordo somente com esta instituição, pois estaria desrespeitando os brasileiros de outras religiões, enquanto 15% defendem que o governo faça acordo com a Igreja Católica, uma vez que na opinião desses entrevistados, essa é a religião da maioria da população.
Sobre a pesquisa
Período: A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 22 de julho de 2009.
Amostra: Foram realizadas 2.002 entrevistas em 143 municípios brasileiros.
Margem de erro: É de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um intervalo de confiança de 95%.
Fonte: IBOPE Inteligência
Velha/Nova Febem/Fundação Casa 123
Adolescente é encontrado morto dentro de unidade da Fundação Casa
SÃO PAULO - Um adolescente de 17 anos morreu enforcado, na noite de domingo, dentro de uma unidade da Fundação Casa (ex-Febem) no Brás, zona leste da capital. De acordo com a instituição, o garoto teria se enforcado com lençóis. Os funcionários o encontraram quando distribuíam o jantar e teriam tentado reanimá-lo sem sucesso.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência ao Menor e à Família do Estado de São Paulo (Sintraenfa), o menor estava há duas semanas em isolamento, por suspeita de tuberculose. Segundo o sindicato, o menor já tinha seis passagens pela Fundação Casa. As causas da morte ainda estão sendo apuradas.
A Fundação Casa afirma que a polícia foi chamada e vai investigar o caso. Uma sindicância interna também foi aberta.
Fonte: http://oglobo.globo.com/cidades/sp/mat/2009/08/31/adolescente-encontrado-morto-dentro-de-unidade-da-fundacao-casa-767405885.asp
SÃO PAULO - Um adolescente de 17 anos morreu enforcado, na noite de domingo, dentro de uma unidade da Fundação Casa (ex-Febem) no Brás, zona leste da capital. De acordo com a instituição, o garoto teria se enforcado com lençóis. Os funcionários o encontraram quando distribuíam o jantar e teriam tentado reanimá-lo sem sucesso.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência ao Menor e à Família do Estado de São Paulo (Sintraenfa), o menor estava há duas semanas em isolamento, por suspeita de tuberculose. Segundo o sindicato, o menor já tinha seis passagens pela Fundação Casa. As causas da morte ainda estão sendo apuradas.
A Fundação Casa afirma que a polícia foi chamada e vai investigar o caso. Uma sindicância interna também foi aberta.
Fonte: http://oglobo.globo.com/cidades/sp/mat/2009/08/31/adolescente-encontrado-morto-dentro-de-unidade-da-fundacao-casa-767405885.asp
terça-feira, 1 de setembro de 2009
*Dia 03/09 - Aula Pública contra o Genocídio da juventude negra*
“Com Racismo não há Independência: por Cotas e investimentos em educação como resposta ao genocídio da juventude negra brasileira”/. Esta será a temática abordada em nossa 1ª aula Pública do Semestre na Capital Paulista.
O objetivo é trazer à tona o debate público sobre a violência social dirigida à juventude brasileira, em especial a negra e, como convidados teremos Milton Barbosa, fundador do MNU (Movimento Negro Unificado), membro do Tribunal Popular e Leninha, da coordenação do MNU do Rio de Janeiro.
Vamos tomar as ruas de SP gritar para o mundo ouvir: chega de violência e extermínio da juventude negra brasileira!
“*Aula Pública contra o Genocídio da juventude negra*”
*• Data: 03 de setembro– quinta-feira
• Horário: A partir das 16h
• Local: Ao lado do Terminal Pq. Dom Pedro - Centro - São Paulo *
O objetivo é trazer à tona o debate público sobre a violência social dirigida à juventude brasileira, em especial a negra e, como convidados teremos Milton Barbosa, fundador do MNU (Movimento Negro Unificado), membro do Tribunal Popular e Leninha, da coordenação do MNU do Rio de Janeiro.
Vamos tomar as ruas de SP gritar para o mundo ouvir: chega de violência e extermínio da juventude negra brasileira!
“*Aula Pública contra o Genocídio da juventude negra*”
*• Data: 03 de setembro– quinta-feira
• Horário: A partir das 16h
• Local: Ao lado do Terminal Pq. Dom Pedro - Centro - São Paulo *
Adolescente morre após ser atingida por bala perdida em Heliópolis
Jovem voltava da escola quando foi baleada durante perseguição policial.
Moradores fizeram protesto e houve confronto na Zona Sul de SP.
Uma adolescente 17 anos morreu após ser atingida por uma bala perdida em Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo, no fim da noite de segunda-feira (31). O tiro foi disparado durante uma perseguição da Guarda Civil de São Caetano do Sul, no ABC, a suspeitos de roubarem um carro.
A menina voltava da escola quando se viu no meio da perseguição. Ela ainda tentou se esconder atrás de um carro, mas acabou sendo baleada na cabeça. O garçom Iraildo Carlos da Silva viu o momento em que ela foi atingida. “Ela [a jovem atingida] com medo do barulho ficou atrás de um carro. Bem provável que eles confundiram com alguns dos carros e atiraram na criança”.
A jovem chegou a ser socorrida, mas morreu no hospital. Ela tinha um filho de 1 ano e 8 meses. A Guarda Civil de São Caetano do Sul diz que só respondeu aos disparos feitos pelos suspeitos. “Nós não sabemos ainda de onde partiu o tiro que veio a alvejar essa pessoa”, explicou o supervisor da guarda Adenizio Nascimento.
Manifestação
Revoltados, os moradores da favela fizeram uma manifestação após a menina ser atingida. O protesto começou pouco depois das 23h. Os moradores atearam fogo em móveis e pneus velhos e fecharam algumas ruas da região. A polícia foi recebida a pedradas.
Os policiais responderam atingindo balas de borracha e bombas de efeito moral. A multidão se dispersou. A polícia continuou a avançar, até que tomou conta da estrada das lágrimas. Os manifestantes se aglomeraram no alto da Rua Cônego Xavier.
Em determinado momento, a situação se acalmou e os policiais deixaram o local. Minutos depois, entretanto, os moradores retomaram o protesto e a polícia voltou ao local atirando.
Portal G1
Moradores fizeram protesto e houve confronto na Zona Sul de SP.
Uma adolescente 17 anos morreu após ser atingida por uma bala perdida em Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo, no fim da noite de segunda-feira (31). O tiro foi disparado durante uma perseguição da Guarda Civil de São Caetano do Sul, no ABC, a suspeitos de roubarem um carro.
A menina voltava da escola quando se viu no meio da perseguição. Ela ainda tentou se esconder atrás de um carro, mas acabou sendo baleada na cabeça. O garçom Iraildo Carlos da Silva viu o momento em que ela foi atingida. “Ela [a jovem atingida] com medo do barulho ficou atrás de um carro. Bem provável que eles confundiram com alguns dos carros e atiraram na criança”.
A jovem chegou a ser socorrida, mas morreu no hospital. Ela tinha um filho de 1 ano e 8 meses. A Guarda Civil de São Caetano do Sul diz que só respondeu aos disparos feitos pelos suspeitos. “Nós não sabemos ainda de onde partiu o tiro que veio a alvejar essa pessoa”, explicou o supervisor da guarda Adenizio Nascimento.
Manifestação
Revoltados, os moradores da favela fizeram uma manifestação após a menina ser atingida. O protesto começou pouco depois das 23h. Os moradores atearam fogo em móveis e pneus velhos e fecharam algumas ruas da região. A polícia foi recebida a pedradas.
Os policiais responderam atingindo balas de borracha e bombas de efeito moral. A multidão se dispersou. A polícia continuou a avançar, até que tomou conta da estrada das lágrimas. Os manifestantes se aglomeraram no alto da Rua Cônego Xavier.
Em determinado momento, a situação se acalmou e os policiais deixaram o local. Minutos depois, entretanto, os moradores retomaram o protesto e a polícia voltou ao local atirando.
Portal G1
GRITO DOS/AS EXCLUÍDOS/AS
VIDA EM PRIMEIRO LUGAR: A FORÇA DA TRANSFORMAÇÃO ESTÁ NA ORGANIZAÇÃO POPULAR!
Dia 7 de setembro às 9hs, na Av. Presidente Vargas
(concentração na esquina com a rua Uruguaiana)
O Grito dos/as Excluídos/as, em sua 15.ª edição, traz para as ruas a indignação dos/as trabalhadores/as contra os efeitos da crise econômica e as demissões, por emprego e melhores salários, pela manutenção dos direitos e pela sua ampliação, por Reforma Agrária e Reforma Urbana Já, em defesa dos nossos recursos naturais (O petróleo tem que ser nosso!), contra a corrupção e a impunidade e contra a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais.
Assim, trabalhadores e trabalhadoras de todo o país pretendem anunciar, em diferentes manifestações populares, os sinais de esperança, através da unidade, da organização e da luta popular, e denunciar todas as formas de injustiça que, em nosso país, causam a destruição e a precarização da vida do povo e a destruição ambiental em todo o planeta.
Vamos fazer uma bela caminhada e no encerramento teremos apresentação de diversas manifestações culturais da classe trabalhadora.
Venha participar!
Traga sua bandeira de luta!
Dia 7 de setembro às 9hs, na Av. Presidente Vargas
(concentração na esquina com a rua Uruguaiana)
O Grito dos/as Excluídos/as, em sua 15.ª edição, traz para as ruas a indignação dos/as trabalhadores/as contra os efeitos da crise econômica e as demissões, por emprego e melhores salários, pela manutenção dos direitos e pela sua ampliação, por Reforma Agrária e Reforma Urbana Já, em defesa dos nossos recursos naturais (O petróleo tem que ser nosso!), contra a corrupção e a impunidade e contra a criminalização da pobreza e dos movimentos sociais.
Assim, trabalhadores e trabalhadoras de todo o país pretendem anunciar, em diferentes manifestações populares, os sinais de esperança, através da unidade, da organização e da luta popular, e denunciar todas as formas de injustiça que, em nosso país, causam a destruição e a precarização da vida do povo e a destruição ambiental em todo o planeta.
Vamos fazer uma bela caminhada e no encerramento teremos apresentação de diversas manifestações culturais da classe trabalhadora.
Venha participar!
Traga sua bandeira de luta!
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