Infância Urgente

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Escola: O limite do abuso!



Recebo uma denúncia que pela sua gravidade, que todos precisamos prestar muita atenção.

Varias são as pessoas que já atuam na defesa dos direitos das crianças e adolescentes (Cremilda é uma delas, que nos alerta permanentemente sobre essa situação!)que estão na escola pública, a situação dos últimos meses no estado de São Paulo mostra que estamos na contra mão de qualquer proposta minimamente que responda ao atual quadro.

Fato que aconteceu em uma escola Pública que não foi falado o nome.

Eu Fernanda e alguns colegas de sala, combinamos de levar um prato de doce ou salgado e refrigerantes
para comermos no nosso horário de intervalo (pois comer em sala de aula é proíbido).
Entramos na escola pela secretária, eu levei um bolo de chocolate trufado com cerejas, quando cheguei lá deixe o mesmo na sala dos professores na geladeira, na hora do intervalo fui buscar, a inspetora falou que eu precisaria pedir autorização à diretora primeiro, e foi o que eu fiz.
Quando cheguei a sala dela, pedi licença, entrei e pedi autorização a mesma começou a gritar comigo, foi super grossa e disse que não autorizaria e que se eu quisesse fazer festa que era para eu fazer na minha casa não lá.
Eu saí da sala e fui para a sala de uma ex professora minha entregar a ela um presente, pois o aniversário dela seria na próxima semana, depois de ter entregue o presente eu desci novamente, fui até a sala dos professores peguei o bolo e subi, pois iria ligar para minha mãe ir buscá-lo já que comer eu não pude, depois que peguei o bolo, a inspetora veio atras de mim e pediu para que eu entregasse o bolo porque a diretora mandou prende-lo e que eu só pegaria na hora da saída, então eu o entreguei.
Na quarta aula a diretora subiu até a sala em que estavamos tendo aula e começou a gritar com todos os alunos, perguntou quem tinha levado o bolo, eu respondi que fui eu, uma colega minha quis explicar a ela o que tinha acontecido, ela começou a grita feito uma louca com a menina, mandando a mesma calar a boca, que ela não aguentava mais ouvir a voz dela e que ela era muito mal educada, a menina ficou calada. Ela falou mais um monte e mandou que eu, a menina que ela gritou e mais dois alunos descessemos para a diretoria, fizemos isso, ela nos fez ficar esperando lá por mais ou menos 40 minutos, após isso ela voltou com 4 suspensões e nos obrigou a assinar, eu disse que não ia assinar, pois na suspensão estava dizendo que eu teria invadido a sala dos professores e retirado o bolo, eu tentei argumentar com ela sobre isso, ela começou a grita comigo me mandando assinar "assina, assina, assina logo", não me deixou falar em nenhum momento, eu coagida assinei.
Após isso ela nos mandou embora e disse que os alimentos e refrigerantes que tinhamos levado só sairia da escola com um responsável ou com o pai ou mãe.
Eu antes de sair da escola, fui a sala dela novamente e pedi que já que o bolo só saíria de lá com o responsável que pelo menos ela o colocasse na geladeira pois iria estragar por ser um bolo trufado, ela disse que o problema era meu, que não ia colocar na geladeira e foda-se se estragasse, eu falei que tudo bem, obrigada e fui embora.
Quando eu saí da escola liguei para minha irmã (Ivana, maior de idade), e pedi para que ela viesse até a escola buscar o bolo pra mim. Minha irmã foi até a escola, chegando lá foi atendida por um senhor (Jorge), que falou que nãoentregaria o bolo a ela, porque ela não era minha esponsável, que só com a minha tútela ela poderia retirar o bolo, minha irmã disse que era minha irmã mais velha e que tinha uma procuração assinada pela minha mãe a autorizando a representá-la na escola, ele disse que não ia pegar o bolo e que minha irmã não entendia nada sobre direito, minha irmã disse que entendia sim, pois é estudante de direito, está no 4º ano, ele falou que ia lá dentro procurar a tal procuração, voltou e disse que lá não tinha nada disso, que só minha mãe poderia tirar o bolo, minha irmã então pediu para falar com a diretora, pois ela só queria o bolo porque o mesmo estragaria se ficasse lá por muito mais tempo, que não queria falar a respeito da suspensão que eu levei.
Ele disse que ia ver se a diretora poderia atender minha irmã e que ela teria que fazer um requerimento e agendar um dia e uma hora para falar com a mesma, minha irmã disse que não que ela tinha que ser atendida assim como outros pais que ali se encontravam. Ele foi lá pra dentro, quando voltou abriu a porta e sendo sarcástico chamou minha irmã até lá "O doutora Ivana", minha irmã foi até a porta chegando lá, ele super grosso falou que a diretora não iria atende-la e que ela estava muito ocupada, e começou a fechar a porta na cara da minha irmã, minha irmã disse que ele não podia fazer isso e que ela só ia sair de lá quando falasse com a diretora, nisso ele começou a fechar mais e mais a porta, foi quando o lado esquerdo do corpo de minha irmã ficou preso e a mesma começou a bater na porta para ele abrir para ela poder tirar o seu corpo que estava sendo prensado.
Foi quando um senhor que estava do lado de fora gritou "cuidado com o pé da moçoa, está machucando" e eu ouvi e fui até a porta empurrar com ela para poder soltá-la. Minha irmã começou a parte na parte de cima da porta, onde é todo de vidro, conforme ela começou a bater e eu também para ele abrir a porta, porque até então ele continuava a fechar e a prensá-la na porta, o vidro quebrou e o braço de minha irmã entrou, quando ele viu que isso aconteceu ele propositalmente puxou a porta e foi ai que o braço de minha irmã foi junto e sai rasgando o seu braço, então minha irmã adentrou para poder tirar seu braço que ficou preso no vidro, nisso o senhor Jorge avançou brutamente para cima dela, um professor que estava lá quer o segurou e nisso eu me meti na frente da minha irmã para protege-la.
Com o barulho que o vidro quando quebrou fez o vice-diretor apareceu e nos puxou para o lado de fora da escola e começou a falar um monte de coisas e em nenhum momento se preocupou em ligar para a policia ou socorrer minha irmã, enquanto isso eu liguei para a policia e uma moça que se encontrava lá que pelo jeito que socorreu minha irmã provavelmente deve ser médica ou enfermeira, nisso o mesmo senhor que gritou para o Jorge ter cuidado com o pé de minha irmã chamou a ronda escolar que estava na rua do lado.
Fomos socorridas por dois policias da ronda escolar, quando estavamos na viatura a diretora surgiu do nada e avançou na janela e disse que ia denunciar minha irmã por invasão de patrimonio público.
Depois te ter sido atendida no hospital mais próximo (Hospital Santa Paula), fomos a delegacia (eu, minha irmã e minha mãe, que foi chamada imediatamente, após o acontecido), chegando a delegacia o senhor Jorge já estava lá e já tinha aberto um Boletim de Ocorrência contra minha irmã e eu. Ele contou a versão dele, disse que eu e minha irmã tinhamos o xingado e o chamado de incompetente e eu até o agredi e depois fugi.
Após tudo isso fomos para casa, minha irmã teve que fazer cirurgia no braço, pois o corte foi em um local muito sensivel e a anestesia não pegava lá, ela levou oito pontos, o corte tinha uma profundida de 10cm, inclusive o médico disse que ela teve muita sorte, que nasceu de novo, pois por pouco não teria perdido os movimentos do braço e até morrido.
Agora ela terá que fazer fisioterapia,porque o braço dela não mexe e não desce de jeito nenhum, e eu tive que ser apresentava ao Ministério Público, pois fui indiciada e segundo o senhor Jorge cometi um ato infracional porque levei um bolo para escola. Me apresentei ao promotor, o mesmo ficou indignado com o que aconteceu, arquivou o processo e disse que se tem alguma vítima nessa história é a minha irmã Ivana.

Um comentário:

Cremilda Estella Teixeira disse...

"Recomendo que procurem o Dr Ariel de Castro Alves" (ironia, é claro...)
Professoras de escola pública são representantes do poder público
Então esse caso é a legitima violencia dos direitos humanos
Abuso do poder público contra o cidadão comum
Uma mae procurou o Dr Ariel depois de receber email dele agendando uma consulta.
Ela depois de ter ido inclusive a Brasilia em busca de justiça, imaginou que ele iria representar o Conanda ou a Secretaria dos Direitos Humanos
Ledo engano, ele queria era 400,00 da consulta que cobrou, além de atender a mãe com deboche e bocejos.
Como pode uma coisa dessa?
Estou pasma !!!(a mãe denunciou as violencias sofridas em todos as instâncias, foi pessoalmente até brasilia e quando recebeu a ligação do Dr Ariel pensou que era uma ajuda, e veja como foi recebida no consultório dele, se fosse para receber 4oo, oo reais e ser assim d estratada ainda seria muito e ela teve que pagar....)
Muito decepcionada mesmo
Podia esperar isso de qualquer um, menos do
Ariel que para mim era o exemplo de dignidade e respeito ao ser humano
O Mauro e o Ze Roberto não pensam como eu
mas estive esse tempo todo imaginando que ele fosse
uma especie de reserva moral em defesa dos
DIREITOS HUMANOS.
Como é que pode uma coisa dessas?


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BOM DIA,foi me cobrou e me pegou de surpresa pois achei que depois de tantos emails explicando meu caso achei que já havia entendido e pensei que era apenas para pegar os documentos,acredito eu como todo mundo deve ter pensado que como minha mãe trabalhou na secretária num cargo de confiança e ser do meio deve ter pensando que tenho posses,e no meio da conversa interrompeu e perguntou quanto sua advogada lhe cobrava eu disse que como já havia gastado tanto ela não tinha
cremildaestella@hotmail.com